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Espondilodiscite – Infecção da Coluna Vertebral

O que é a espondilodiscite?

A espondilodiscite se refere à infecção das vértebras e dos discos intervertebrais por bactérias (espondilodiscite piogênica) ou pela tuberculose (Mal de Pott). Neste sentido, as infecções bacterianas da coluna vertebral são na maioria das vezes causadas pelo Staphylococcus aureus.

A principal via de contágio da espondilodiscite é a hematogênica (sanguínea). Isto quer dizer que após uma infecção em outra região, a bactéria atinge a corrente sanguínea e acaba se instalando na coluna vertebral. Certamente as infecções de pele e de urina são as que mais disseminam bactérias para a coluna.

Espondilodiscite – Infecção da Coluna Vertebral | Dr. Ricardo Teixeira
Figura 1 – Diferenças entre a coluna normal e com espondilodiscite

Quais os principais fatores associados à espondilodiscite?

A espondilodiscite pode ocorrer em qualquer indivíduo, porém os principais fatores de risco são:

  • Idade (crianças abaixo de 10 anos e idosos acima de 65 anos)
  • Imunodepressão (baixa imunidade por medicamentos ou por outras doenças como câncer)
  • Infecções ativas, principalmente de pele e do trato urinário
  • Hemodiálise
  • Diabetes mellitus
  • Uso de drogas endovenosas
  • Etilismo
  • Acessos venosos de repetição para colher sangue ou infusão de medicações

Quais os principais sintomas?

A manifestação clínica da espondilodiscite é variada já que podemos ter desde casos leves com cura espontânea até condições graves com risco de vida. Felizmente, na maioria das vezes os sintomas são leves, porém o atraso do diagnóstico pode trazer sérias complicações.

O habitual é que o paciente desenvolva alguns dos sintomas a seguir de forma lenta e gradual:

  • Febre
  • Dor na região da coluna
  • Astenia (fraqueza e cansaço)
  • Dor irradiada para as pernas ou para os braços

Como é realizado o diagnóstico?

A principal forma de diagnóstico é pela consulta médica e exame físico detalhados pois outras condições podem apresentar sintomas semelhantes. Caso haja suspeita, o principal exame diagnóstico é a ressonância magnética da coluna. Além disso, os exames de sangue comprovam a presença de quadro infeccioso/inflamatório.

Para a identificação do micro-organismo que está causando a infecção (exame de cultura), pode-se realizar uma punção guiada por tomografia da coluna ou colher diretamente o material infectado por meio de cirurgia. Desse modo, em casos leves indicamos a punção guiada por tomografia e em casos graves optamos por cirurgia.

Espondilodiscite – Infecção da Coluna Vertebral | Dr. Ricardo Teixeira
Figura 2: Punção guiada por tomografia na espondilodiscite

Qual o tratamento da espondilodiscite?

O tratamento varia de acordo com a gravidade do caso, agressividade da bactéria e extensão da doença. Em virtude da maioria dos casos serem leves ou moderados, a principal forma de tratamento é por meio da antibioticoterapia. Portanto, de maneira geral, os antibióticos são administrados de forma endovenosa por 4-6 semanas e após este período se completa o tratamento com antibióticos orais por mais 4-6 semanas.

É importante mencionar que a escolha do antibiótico, quanto tempo e qual a via de administração são definidos por um exame chamado “cultura” que identifica qual bactéria é a causadora da infecção e qual antibiótico é eficaz contra ela.

Os casos graves são melhor tratados de forma cirúrgica, sendo as principais indicações:

  • Lesões de estruturas neurológicas (nervos ou medula)
  • Comprometimento da estabilidade da coluna
  • Disseminação da infecção para o restante do organismo (sepse)
  • Falha do tratamento clínico com antibiótico

Quais as complicações da espondilodiscite?

O atraso no diagnóstico e o tratamento inadequado podem trazer complicações graves. As principais são:

  • Deformidade da coluna
  • Déficits neurológicos (perda de sensibilidade e motricidade)
  • Dor crônica
  • Perpetuação da infecção (osteomielite)
  • Evolução da infecção com falência de órgãos, sepse e até morte
Espondilodiscite – Infecção da Coluna Vertebral | Dr. Ricardo Teixeira
Figura 3: Deformidade da coluna devido a espondilodiscite

O tratamento ideal deve ser individualizado e definido após uma avaliação médica criteriosa.
Consulte um especialista em coluna.

Fonte:
Sociedade Brasileira de Infectologia (https://infectologia.org.br)
Sociedade Brasileira de Coluna (http://portalsbc.org)
AO SPINE (aospine.aofoundation.org)

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