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Tratamento da Escoliose

Atualmente, existem diversas estratégias para o tratamento da escoliose. O tratamento mais adequado depende do diagnóstico preciso e avaliação criteriosa.

O que é a escoliose?

A escoliose se refere ao desvio lateral da coluna acima de 10 graus, já que nesse plano esperamos uma coluna retilínea. Além disso, também podemos observar a rotação dos corpos vertebrais. A seguir são mostrados os principais sinais clínicos.

Principais sinais clínicos da escoliose | Dr. Ricardo Teixeira
Figura 1: Principais sinais clínicos da escoliose

Quais as causas da escoliose?

A escoliose apresenta diversas causas e seu diagnóstico preciso é fundamental para a escolha do tratamento adequado. Deste modo, podemos enumerar como as principais causas de escoliose as seguintes condições:

  • Escoliose Idiopática – Escoliose de aparecimento espontâneo, sem nenhuma causa de gravidade por trás;
  • Escoliose congênita – Escoliose que ocorre durante o período de gestação devido a alterações na formação da coluna. Presente ao nascimento;
  • Escoliose neuromuscular – Escoliose em decorrência de distúrbrios dos neurônios e dos músculos. Assim, diversas doenças acarretam estas alterações (paralisia cerebral, trauma raquimedular, distrofias musculares, artrogripose, tumores etc);
  • Escoliose sindrômica – Escoliose que compõe os sinais clínicos de determinadas síndromes (Síndrome de Down, Síndrome de Prader-Willi, Síndrom de Marfan, Klinefelter dentre outras).

Como saber se o tratamento da escoliose é adequado?

Para o tratamento apropriado da escoliose é primordial que o diagnóstico adequado seja realizado pois as opções diferem em cada condição. Além disso, é preciso estratificarmos cada caso, isto quer dizer, devemos averiguar em que estágio a escoliose se encontra e os fatores que estariam implicados com maior ou menor progressão.

De forma geral, os principais fatores prognósticos são:

  • Tipo de escoliose
    As escolioses neuromusculares e congênitas tendem a ter uma progressão maior que as demais.
  • Idade do diagnóstico
    As escolioses diagnosticadas antes dos 10 anos tendem a evoluir mais pois o período de estirão do crescimento é um momento de risco para progressão da curva. Por outro lado, as escolioses diagnosticadas após a adolescência tendem a ser estáveis. Além disso, a idade óssea nos ajuda nesta previsão.
  • Gravidade e localização da curva
    Curvas maiores, sobretudo acima de 40 graus, estão relacionadas com progressão da escoliose. Igualmente, a localização da curva influencia em seu prognóstico: escolioses da coluna torácica tendem a ser mais graves que as lombares.
Diferentes graus de escoliose | Dr. Ricardo Teixeira
Figura 2: Diferentes graus de escoliose

Quais as principais opções de tratamento da escoliose?

Após o diagnóstico e estratificação de cada caso, as principais opções de tratamento são:

Observação

Para pacientes com curvas estáveis e leves, pode-se optar pelo tratamento expectante. Assim, o paciente mantém sua rotina normal e é avaliado periodicamente pelo médico para se constatar que não houve piora do quadro.

Tratamento Clínico da Escoliose

De forma geral, as terapias clínicas para a escoliose têm como objetivo correção postural, fortalecimento da musculatura do tronco, adequação à deformidade e, em certos casos, manipulações.

Hoje estão disponíveis diversas técnicas diferentes como as de Lyon, Barcelona, o método Schroth, dentre outras. São reservados para casos leves e estáveis e como terapia de apoio.

Tratamento com Órtese (coletes)

Os coletes são importantes estratégias de tratamento para casos moderados e progressivos. Em virtude da complexidade e dos diferentes tipos de escoliose, existem diversos tipos de colete para cada situação específica.

É importante mencionar que o tempo e a disciplina no uso do colete fazem diferença nos resultados. Assim, para crianças e adolescentes, a aderência ao tratamento pode ser uma limitação importante.

Tipos de colete para escoliose | Dr. Ricardo Teixeira
Figura 3: Tipos de colete para escoliose

Gesso

A técnica de gesso é usada principalmente para escoliose de início precoce em crianças abaixo 6 anos. Quando bem indicada e realizada adequadamente apresenta bons resultados.

Gesso para escoliose | Dr. Ricardo Teixeira
Figura 4 – Gesso para escoliose

Cirurgia para escoliose

A cirurgia é destinada para os casos graves, progressivos e quando houve falha com o uso do colete. Em síntese, dividimos as cirurgias para escoliose em procedimentos provisórios e definitivos.

Os procedimentos provisórios (técnicas de crescimento) são destinados a crianças com grande potencial de crescimento com o intuito de não restringir o desenvolvimento do tronco. Desse modo, por permitirem o crescimento da coluna, devem periodicamente ser reabordados.

Hastes de Crescimento (Growing Rod) | Dr. Ricardo Teixeira
Figura 5 – Hastes de Crescimento (Growing Rod)

As cirurgias definitivas são empregadas para os pacientes que atingiram o desenvolvimento suficiente do tronco e do pulmão. Neste sentido, os objetivos da cirurgia são correção das curvas de escoliose, manter o tronco equilibrado e simétrico, evitar danos neurológicos ao paciente.

Pré e Pós Operatório - Cirurgia definitiva
Figura 6: Pré e Pós Operatório – Cirurgia definitiva de escoliose

O tratamento ideal deve ser individualizado e definido após uma avaliação médica criteriosa.
Consulte um especialista em coluna.

Fonte:
Sociedade mundial de pesquisa em escoliose (https://www.srs.org)
Sociedade Brasileira de Coluna (http://portalsbc.org)
AO SPINE (aospine.aofoundation.org)

FAQ

O que pode piorar a escoliose?

A escoliose tem uma progressão intrínseca, isto quer dizer, cada caso vai evoluir de acordo com suas próprias características e tende a se estabilizar após a maturidade esquelética. Infelizmente, os casos graves (acima de 50 graus), podem evoluir mesmo após a idade adulta.

A longo prazo, no entanto, a escoliose pode piorar em casos de osteoporose com fraturas vertebrais, sobrecarga excessiva da coluna vertebral, fraqueza da musculatura do tronco, desgastes dos discos intervertebrais e vícios posturais.

Qual o melhor exercício para quem tem escoliose?

Primeiramente, é importante mencionar que praticar atividade física regular é fundamental para todas as pessoas com escoliose. No entanto, os melhores exercícios são os que apresentam menor impacto e estimulam o fortalecimento da musculatura do tronco e o equilíbrio.

As melhores sugestões são pilates, natação e treinos individualizados (funcionais ou de academia) para o fortalecimento do tronco.

Quem tem escoliose sente muita dor?

Pacientes com escoliose grave, ou seja, com grandes angulações, podem apresentar dor por diversos motivos, tais como: desequilíbrio muscular grave, compressão de nervos, dificuldade para se sentar e atrito das costelas com a bacia.

Por outro lado, pacientes com escoliose leve e moderada, que felizmente são a maioria, tendem a ter dor na coluna na mesma proporção que a população geral. O importante é percebermos que a dor na coluna é muito comum por sobrecarga, má postura e sedentarismo. Assim, é fundamental que os pacientes com escoliose cuidem da sua coluna para não terem dor por outros motivos.

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